quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Amor

Amor

Amor tão doido
que se esconde
que se rende.
Amor tão terno
que se humilha
que se ofende.
Amor tão franco
que se gasta,
que se entrega.
Amor infame
que se espalha
e se reserva.
Amor estranho
que se mata,
que se canta.
Amor inútil
que se arde
e se levanta.
Amor cortante
que é navalha
que é punhal.
Amor doença
que quanto maior
mais faz mal.

Marilia Abduani

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